Biocombustíveis para aviação podem acelerar descarbonização do setor

20/08/2021

A meta global do setor de aviação civil é reduzir emissões líquidas de carbono em 50% até 2050. Um objetivo que adquire maior senso de urgência após a inequívoca mensagem do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU) para o agravamento das mudanças causadas pela atividade humana sobre o clima e a emergência em direcionar todos os recursos para a mitigação. Para enfrentar esse desafio, será necessário investir em tecnologias inovadoras para substituição do querosene de aviação, de origem fóssil, para alternativas mais sustentáveis.

Os biocombustíveis aparecem como possibilidade promissora, de acordo com estudos recentes do CORSIA – Sistema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional, que é uma iniciativa da ICAO – Organização da Aviação Civil Internacional, agência especializada das Nações Unidas.

Esses estudos verificaram a existência de pelo menos 26 biocombustíveis no mundo que podem contribuir para a transição energética do setor de aviação. Todos os biocombustíveis verificados são suficientes para alcançar o limite mínimo de emissões de 10% de gases do efeito estufa, na comparação com o fóssil. O Brasil está entre os países que oferecem alternativas mais viáveis, junto com Estados Unidos e União Europeia.

Por sua experiência e pioneirismo no setor de bioenergia, com uso de diferentes tecnologias e arranjos produtivos, o Brasil pode contribuir não somente com a produção, mas também pela capacidade de desenvolver e transferir tecnologia, principalmente para países em desenvolvimento. “O Brasil tem grande potencial de disponibilizar volumes significativos em rotas com redução relevante de emissões, como cana, soja, resíduos e, brevemente esperamos, também com etanol de milho de segunda safra”, afirma o sócio da Agroicone, Marcelo Moreira, que colabora como pesquisador para o Fuels Task Group (FTG) do CORSIA.

Em artigo para o blog internacional da UNICA e APEX Brasil, Marcelo Moreira e o pesquisador Rafael Capaz analisam as oportunidades do setor e as contribuições brasileiras, especialmente do setor de cana-de-açúcar.

Leia o artigo na íntegra.

 

 

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