Restauração florestal

01/02/2016

AUTORES
Laura Barcellos Antoniazzi, Karine Machado Costa, Mariane Romeiro, Paolo Alessandro Rodrigues Sartorelli e Iara Yamada Basso

O Brasil detém a segunda maior área florestal do planeta, com uma vegetação nativa que ultrapassa 60% de seu território. A redução do desmatamento nos últimos anos, principalmente na Amazônia, trouxe impactos positivos em redução de emissões de gases de efeito estufa, que devem continuar em função das políticas de combate ao desmatamento.

A regeneração natural de vegetação nativa na Amazônia, equivalente a 113 mil km² entre 2008 a 2012, é 2,5 vezes maior do que o total desmatado no mesmo período (44 mil km²). No total, existem 172 mil km² (22%) de áreas de vegetação secundária na Amazônia, de acordo com o Terraclass (INPE).

A regularização perante o Código Florestal traz uma enorme oportunidade para equilibrar conservação e produção, considerando a redução do desmatamento em função da agenda de regularização, e a promoção da restauração e compensação no caso das Reservas Legais.

O compromisso brasileiro anunciado em setembro de 2015 contempla a restauração de 12 milhões de hectares até 2030 para combater as mudanças climáticas. A restauração florestal, nesta magnitude, terá impactos enormes na conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos, na mitigação e adaptação à mudança do clima, podendo representar a formação de estoques de carbono que chegam a 4,5 bilhões de toneladas de CO2eq.

As oportunidades são muitas: além de buscar alternativas de restauração com baixo custo, há a possibilidade de aproveitar a agenda de restauração ecológica e associá-la ao fomento da economia florestal e ao aproveitamento econômico das florestas. Madeiras e diversos produtos não madeireiros podem ser aproveitados nas áreas de Reserva Legal, seguindo técnicas de manejo sustentável e, desta forma, florestas podem virar negócios, com geração de renda e empregos.

Adicionalmente, ferramentas de suporte para a restauração florestal, unindo aspectos ecológicos e econômicos, são fundamentais para aliar produção e conservação e dar escala à regularização do Código Florestal.

Este projeto traz um estudo dos desafios da restauração florestal, além de análise da indústria de restauro florestal, matriz de organizações executoras, e planilhas e mapas de custos de restauro. O público-alvo são as cadeias do agronegócio, os formuladores de políticas públicas e as demais organizações que apoiam a conservação ambiental associada à produção sustentável.

Publicações geradas:

Guia De Plantas Da Regeneração Natural Do Cerrado E Da Mata Atlântica

Restauração Florestal Em Cadeias Agropecuárias Para Adequação Ao Código Florestal

Identificação De Áreas Com Alto Potencial De Regeneração Natural: Dispersão De Sementes

Guia De Árvores Com Valor Econômico