Originação do gado de corte e desmatamento em Mato Grosso

01/05/2018

AUTORES
Leila Harfuch, Gustavo Palauro, Mariane Romeiro

A sustentabilidade da carne bovina tem gerado esforços dentro de sua cadeia produtiva, visando, por exemplo, garantir que os animais não tenham sido criados em áreas com desmatamento, embargadas ou com outros problemas socioambientais. A partir dessa questão, este documento avalia o caso de Mato Grosso, estado com maior rebanho bovino do País (30,3 milhões de animais, sendo 4,6 milhões deles abatidos em 2016, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) e que conta com regiões em que a relação entre atividade pecuária e o desmatamento é mais sensível, principalmente ao norte, no bioma Amazônia.

O enfoque adotado procurou identificar os municípios com taxas elevadas de desmatamento, e a relação deste fator com a criação de animais nos sistemas de cria e/ou recria, nos quais não ocorre monitoramento do rebanho pelos frigoríficos. Neste contexto, adotou-se o termo “fornecedor indireto”, para designar o pecuarista que possui animais criados nos sistemas de cria, recria ou cria e recria, que são vendidos para produtores responsáveis pela sua recria ou terminação e que, posteriormente, os venderão diretamente aos frigoríficos. O rebanho de vacas ordenhadas também foi considerado, já que pode fornecer bezerros (e vacas de descarte) à pecuária de corte.

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Policy Brief: Originação do gado de corte e desmatamento em Mato Grosso
Policy Brief: Sourcing beef cattle and deforestation in Mato Grosso