Redação Agroicone

O Código Florestal abre as portas para pagamentos de serviços ambientais

13/05/2016

Arnaldo Carneiro Filho, diretor de Gestão Territorial Inteligente, é um dos autores do artigo

A cota de reserva ambiental (CRA) é um mecanismo que permite a proprietários de terras compensar as suas obrigações de restauração ambiental, pagando-se pela manutenção de florestas em outro lugar. Apesar de ter sido concebido para facilitar o cumprimento do código florestal, o mercado de CRAs poderá também gerar benefícios ambientais, de acordo com o artigo publicado esta semana no periódico científico PLOS ONE.

Usando um conjunto de modelos e uma base de dados geográficos de todo o país, o grupo de cientistas analisou o potencial econômico do mercado de cotas de reserva ambiental.

Os resultados, que expandem o trabalho publicado na Science em 2014, enfatizam o fato de que, apesar das perdas iniciais para a conservação ambiental, a lei de 2012 oferece oportunidades importantes para o pagamento de serviços ambientais.

 

 

 

Se for além da simples compensação das obrigações do Código Florestal, o mercado de CRA poderá se tornar uma importante plataforma financeira para uma multiplicidade de projetos de pagamentos de serviços ambientais, ligados à biodiversidade, recursos hídricos e carbono florestal. A esse respeito, a expansão da demanda pelas CRAs poderia integrar a estratégia nacional para reduzir o desmatamento e degradação florestal (ENREDD+), contribuindo para que o Brasil alcance as metas de seu compromisso ao Acordo de Paris sobre o Clima.

Mas para isso, o governo Brasileiro precisa avançar rapidamente na implementação do Código Florestal. Uma boa regulamentação, ainda pendente, se faz necessária para evitar que o mercado seja inundado de cotas de baixo custo e sem benefícios ambientais, inviabilizando assim o seu funcionamento.

Baixe o documento neste link.

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